Nota de Pesar – Antonio de Pádua Romancini

Nota de Pesar

A Diretoria do Sindilegis e os colegas de Antonio de Pádua Romancini, médico ortopedista da Câmara dos Deputados, informam com pesar o seu falecimento no último domingo (02).  A triste notícia foi repassada pelo amigo e colega de Antonio, Diretor de Aposentados e Pensionistas do Sindilegis, Ogib Teixeira Filho, que informou o sepultamento ocorrido na tarde de ontem. O Sindilegis se solidariza com amigos, colegas, sua esposa, filhos e demais familiares.

Nota de Pesar- Andrélino Ribeiro de Araújo

Nota de Pesar

A Diretoria do Sindilegis e os colegas de Andrélino Ribeiro de Araújo, servidor da Secop na sede do TCU informam com pesar o seu falecimento neste domingo, por volta de sete da manhã, em trágico acidente, quando retornava para Brasília vindo da cidade de Formoso Minas Gerais, sua cidade natal.

A triste notícia foi repassada pelo amigo e colega de Andrelino, servidor da Câmara dos Deputados e Diretor do Sindilegis José Miguel Pereira dos Santos, que informou o horário do sepultamento que ocorrerá às 17h no Cemitério Campo da Esperança ao lado do Templo da LBV. O Corpo está sendo velado na capela n° 3. O Sindilegis se solidariza com amigos, colegas, sua esposa Bernadete, filhos, demais familiares e seus conterrâneos.

Nota de Falecimento

É com pesar que informamos o falecimento do Consultor Legislativo aposentado EUCLIDES PEREIRA DE MENDONÇA, que  foi sepultado ontem, em Brasília. A Missa de sétimo dia será celebrada na segunda-feira, dia 27, às 19 hs, na Igreja São Camilo de Lélis, na EQS 303/304 (perto do Carpe Diem).

AFETO

Emanuel Medeiros Vieira

Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”
(Alphonsus de Guimaraens Filho)

Sobra este afeto
(a muralha que me resta).
Sim, é este patrimônio que me cabe-
sem valor contábil,
o que amo,
contra o ruído, o mal e a bofetada.
Tribo perdida,
só queremos saber de nós mesmos.
Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
transformado estou: no guerreiro que não me
imaginava mais, exaurido: ainda assim combatente.
Restaurado o menino que viu a regata:
é esta matéria mnemônica que tento re-fundar aqui,
papel em branco, nova manhã.
O latim do colégio ensinava que “recordar” vem de:
“recordis”:
tornar a passar pelo coração.
(A poesia perpetuará esta fugaz manhã, despistando a
morte?),
vem, menino, sossega o coração na manhã azul,
me legitima na palavra escrita,
eterniza o poema para os que vierem depois:
é minha oferenda (o sentido desta peregrinação).

INVENTAR

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
PARA EDUARDO DUTRA AYDOS
“Escrevemos/Porque sabemos/que vamos morrer.//Escrevemos/porque não sabemos por quê.” (“Pedra” – Francisco Marcelo Cabral)
Quisera inventar o tempo
seremos todos esquecidos –
o oblívio no final da estrada.
Distraímos-nos comprando coisas.

Mal fechamos os olhos
funda-se o esquecimento?

Sumimos do mundo.
(Antes: volúpia para ser celebridade, sonhando com vidas napoleônicas.)

Ai dos danados que resistem aos apelos e rompem com o dogma.

Quisera inventar o tempo.
Desterro!
“Vida é o que está acontecendo enquanto você está ocupado em fazer grandes planos”
(“Life is what happens to you while you’re busy making other plans” – John Lennon (em tradução livre)
Ele – o Tempo –
Senhor do Destino – nos engole.
Não: desisti de inventar o tempo.
Basta o dia – levando à eternidade.
Mas faça sempre com Fé.

Poema do filiado Emanuel Medeiros Vieira

AFETO
Emanuel Medeiros Vieira
Se não for pela poesia, como crer na eternidade?”
(Alphonsus de Guimaraens Filho)

Sobra este afeto
(a muralha que me resta).

Sim, é este patrimônio que me cabe-
sem valor contábil,
o que amo,
contra o ruído, o mal e a bofetada.

Tribo perdida,
só queremos saber de nós mesmos.

Minha verdadeira cidadela é o território dos afetos.
transformado estou: no guerreiro que não me
imaginava mais, exaurido: ainda assim combatente.

Restaurado o menino que viu a regata:
é esta matéria mnemônica que tento re-fundar aqui,
papel em branco, nova manhã.

O latim do colégio ensinava que “recordar” vem de:
“recordis”:
tornar a passar pelo coração.
(A poesia perpetuará esta fugaz manhã, despistando a
morte?),
vem, menino, sossega o coração na manhã azul,
me legitima na palavra escrita,
eterniza o poema para os que vierem depois:
é minha oferenda (o sentido desta peregrinação).

HOMEM DIANTE DO MAR*

 

HOMEM DIANTE DO MAR*

Emanuel Medeiros Vieira

Homem diante do mar

(instância interrogativa).

Precária caravela.

E finita: a vida

Trapiche:

o homem só contempla

(desembarcado).

 

No estatuto da memória:

ele se interroga.

(Nunca mais a ação.)

 

No porto: a rapariga rosada estendeu o lenço.

Limo: foram-se a juventude, trapiche, rapariga,

lenço.

(Mátria: sou apenas um homem diante do mar.)

 

Desterro?

O instante convertido em sempre?

 

O homem desembarcado só pode viver de memória:

diante do mar.

*POEMA PREMIADO NO CONURSO DE ÂMBITO NACIONAL ORGANIZADO PELO SINERGIA (SINDICATO DOS ELETRICITÁRIOS DE FLORIANÓPOLIS), 1999

ATLÂNTICO

ATLÂNTICO

Emanuel Medeiros Vieira

Imperfeitos,

singraram o Atlântico,

mãos ansiosas, mapeando novas terras,

bússolas afetivas,

acalentando sonhos distantes,

peles queimadas,

gosto de sal na boca

(tanto mar, tanto mar),

febre, malária, fibra e pranto.

Na cadeira de balanço –

depositário da memória da tribo,

contemplo a caravela de madeira, pai, mãe, tio

violinista,

um agregado louco,

penso no Atlântico,

velas ao vento,

astrolábios,

à beira do poço do passado,

mais fundo do que o suportável pela memória –

acaba  nunca-, proclamo,

“terra à vista, terra à vista”.

(Alvíssaras)

ASTROLÁBIO

 

ASTROLÁBIO

EMANUEL MEDEIROS VIEIRA*

A bússola e o astrolábio:

velas ao vento.

Existe outro Bojador nestes mapas interiores?

Os navegadores estão no exílio:

há faróis neste degredo?

Findou a aventura no mundo.

 

Singrando-me, cumpro-me.

Além de mim, além da vida:

do pó que serei.

*POEMA PREMIADO NO CONCURSO ORGANIZADO  PELA  FUNARTE, BRASÍLIA, 2000

PLANALTO

Emanuel Medeiros Vieira

PLANALTO
Emanuel Medeiros Vieira
                   
O Planalto é sempre:
antes e depois,
pedras, rios, sol, entardecer, pessoas
(céu sem mediação, espaços abertos,
seca, chuva, manga madura no chão.)
O Planalto não passa:
nós é que passamos.

O pó volta a terra,
mas queremos permanecer: algo de papel,
algo de carne, um jeito de menino que foi
nosso, riso, boininha, gaita-de-boca
ah, um desajeitamento,
estranho no mundo, um lenço,
cheiro de naftalina no guarda-roupa,
macaco em loja de louça.

Já faz tempo que o homem existe,
mas o Planalto é mais antigo.
E uma ilha,
que fica ao Sul do efêmero,
pandorga, vento, tainha
inundado de água: aqui,
no Planalto,
que não passa,
nós é que passamos.