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Data: 17/07/2010 - 23h49min
DIRETORIA DE IGUALDADE DE GÊNERO
Empowerment of women and girls tops agenda at UN Economic and Social Council Economic and Social Council President for 2010, Ambassador Hamidon Ali (Malaysia) 28 June 2010 – The annual high-level segment of the United Nations Economic and Social Council (ECOSOC) opened today with speakers calling for women and girls to be placed at the centre of the global struggle to achieve the social and economic targets known as the Millennium Development Goals (MDGs). This year's focus "allows us to strengthen the linkages between gender equality, women's human rights and non-discrimination as a basis for progress in development goals, including the Millennium Development Goals," said ECOSOC President Hamidon Ali, referring to the eight goals that world leaders have agreed to try to realize before their 2015 deadline. In his opening address to the meeting, held at UN Headquarters in New York, Mr. Ali said that while the third goal relates directly to the empowerment of women, "all MDGs are dependant upon women having a greater say in their own development." He noted specifically the need for greater cooperation to end violence against women and girls, and the empowerment of rural women as a critical force in reducing poverty and hunger. Secretary-General Ban Ki-moon, in his opening remarks, told government ministers that "until women and girls are liberated from poverty and injustice, all our goals – peace, security, sustainable development – stand in jeopardy." Mr. Ban noted that this year is a "landmark year for gender issues" with the 15th anniversary of the Beijing Declaration and Platform for Action – which remains the most comprehensive global policy framework to achieve the goals of gender equality, development and peace – and the 10th anniversary of Security Council resolution 1325 on women and peace and security. In addition to senior UN officials, the audience heard today from special speakers, including Michelle Bachelet, former Chilean president. Recalling her own election as the first female Chilean president and the increasing participation of women in the political sphere, Ms. Bachelet called on the international community "to move mountains" to end the persistent injustice the women faced. Meanwhile, Frances Stewart, Professor of Development Economics and Director of the Centre for Research and Inequality, Human Security and Ethnicity at Oxford University, warned that the progress made to date was being threatened by intersecting crises of food security, financial markets, human rights and security, and climate change. She cautioned that the least progress was being made in the security domain, where despite a decline in wars and violent conflict over the past 15 years, general violence of which women were the prime victims remained unacceptably high. In addition to the annual ministerial review, the high-level segment of the ECOSOC substantive session will include the Development Cooperation Forum, which aims to strengthen global partnerships for development. The end result of this week's discussions will be a "short and action-oriented" ministerial declaration that can be "understood by the man-in-the-street," Mr. Ali said. The declaration will serve as a component to this September's high-level summit convened by Mr. Ban to try to urge world leaders to accelerate progress towards the MDGs ahead of 2015.
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| Publicado por: Giovana Dal Bianco Perlin |
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Data: 15/07/2010 - 16h24min
Diretoria de Igualdade de Gênero
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Acontece no mundo Artigo do Professor Toni Reis, Ms.* Aprovado o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Argentina : um exemplo de cidadania plena Depois de 14 horas de debate, o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado na Argentina na madrugada do dia 15 de julho de 2010, com 33 votos a favor, 27 votos contra e três abstenções. Uma mudança tão pequena de redação, com tanto significado para a igualdade de direitos. A reforma substitui as palavras "homem e mulher" da versão atual da legislação por "cônjuges", permitindo assim que casais do mesmo sexo também possam contrair o matrimônio. Congratulações à querida aliada Cristina Kirchner e seu governo, à câmara dos deputados, ao senado, às pessoas militantes LGBT, e a todo o povo argentino. Esta aprovação é um gesto de civilidade. A Argentina agora, sem dúvidas, torna-se um país com mais igualdade e inclusão. Todos e todas são vitoriosos pela decisão histórica. Afinal, universalizou-se este direito. Vocês, hermanos e hermanas, devem se orgulhar do feito. Vocês são o primeiro país a reconhecer a igualdade dos direitos humanos de pessoas LGBT em nossa região, onde existe ainda muito machismo e homofobia. E são o décimo no mundo a avançar nessa garantia. Agora vocês estão ao lado da África do Sul, Bélgica, Canadá, Espanha, Holanda, Islândia, Noruega, Portugal, Suécia e Suíça. Orgulhem-se! Foi o maior debate na sociedade argentina desde a aprovação da lei do divórcio em 1987. Do lado dos argumentos contra – muitos deles irracionais, ilógicos, retrógrados, conservadores e fundamentalistas – disseram que somos inférteis, filhos do diabo, desviados, antinaturais, pervertidos, abomináveis, projeto do demônio, que queríamos destruir a família tradicional, e implantar a filosofia de Sodoma e Gomorra; seria o apocalipse, um "risco para o futuro da pátria", iríamos acabar com a perpetuação da espécie... Como bem resumiu a presidente Cristina Kirchner, "o discurso da igreja recorda os tempos da inquisição e das cruzadas". Também, não vamos tripudiar os vencidos. Afinal, qual deles ainda ousam falar que a terra é quadrada ou que os negros não têm alma? Eles também vão mudar lentamente, daqui uns 500 anos talvez. Venceu o discurso racional, lógico e sólido, a honestidade intelectual e liberdade de consciência, provando que esta lei é mais um instrumento de luta contra a discriminação. Venceu o estado laico e a secularidade do código civil. Um fato importante é que apesar de ser uma iniciativa de duas parlamentares da esquerda, Silvia Augsburger e Vilma Ibarra, parlamentares de todas as matizes ideológicas e partidárias votaram e foram a favor do projeto. Para ficar na história, seguem alguns dos argumentos a favor apresentados por parlamentares da situação e da oposição: Ao apoiar a mudança, o líder do bloco da oposição radical, Gerardo Morales, afirmou que "chegou a hora de sancionar normas que se adaptem a novos modelos de vínculos familiares" e relembrou a existência de "modelos de famílias diferentes (aos) que tínhamos há 30 ou 40 anos". Segundo ele, apesar das polêmicas e disputas, "ganhou o debate cultural" no país, diante da participação da sociedade na discussão. O senador socialista Rubén Giustiniani, que votou a favor da lei, disse que o perfil da sociedade argentina mudou e por isso era o momento da aprovação do texto. Segundo ele, dados oficiais indicam que 59% das famílias argentinas já não atendem ao perfil tradicional de pai, mãe e filhos. Mas de mães solteiras, casais separados e casais homossexuais. "Hoje é um dia histórico. Pela primeira vez na Argentina se legisla para as minorias", afirmou o senador Miguel Pichetto, líder do bloco do governo, acrescentando que "aqui não haverá mais casamentos do mesmo sexo só porque aprovamos esta lei. O objetivo desta norma é eliminar a discriminação". A senadora Victoria Blanca Osuna defendeu: "as questões que estão em jogo nesse projeto não são religiosas ou morais. Nós estamos perguntando a nós mesmos a responsabilidade da democracia com as minorias discriminadas". Nas palavras do senador Eduardo Torres, "a única diferença entre gays e heterossexuais é que eles têm menos direitos na sociedade argentina. Nós não podemos aceitar a discriminação que ocorre em várias partes da sociedade." Já o senador Luis Juez, da opositora Frente Cívica, optou por apoiar o governo porque, mesmo cristão, entende que "nem na Bíblia há um parágrafo onde Cristo fosse contra os homossexuais". Ele lembrou que o código civil é "uma instituição laica, em um país laico. O Estado argentino passou a reconhecer a mudança social, e a projetou juridicamente." A senadora Maria Eugenia Estenssoro, da opositora Coalición Cívica, argumentou que o projeto é "necessário" para os casais do mesmo sexo. "Esta lei permitirá que os homossexuais possam assumir publicamente suas relações." Com certeza, a comunidade LGBT brasileira está com "uma certa inveja arco-íris". Aqui estamos sendo menos ousados, estamos pedindo somente a união estável, e mesmo assim estamos tendo a maior dificuldade com fundamentalistas religiosos. Vamos analisar e discutir esta nova conjuntura. Não vamos desistir. Vamos nos inspirar na Argentina. Vocês venceram uma etapa importantíssima, agora sejam felizes e continuem lutando para mudar a cultura. A mudança das leis não quer dizer a mudança de cultura. Para quem não foi escravo, a libertação da escravatura foi um fato histórico relevante. Mas para quem era escravo, foi a melhor coisa que aconteceu. Da mesma forma para nós LGBT, a aprovação do Casamento Civil é a abolição de uma das tantas discriminações imposta à nossa comunidade. No Brasil pelo menos 78 direitos civis expressamente garantidos aos heterossexuais na legislação brasileira são negados aos homossexuais. Para isto, há uma possibilidade que a união civil poderá chegar aqui também, a partir de uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que deve examinar a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 132-RJ e a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4277, nas quais se argumenta que negar o direito de união às pessoas do mesmo sexo viola os princípios constitucionais de igualdade. Nisto, já temos apoio do Presidente Lula e da Advocacia Geral da União. É um absurdo que a essa altura da história nossa sociedade ainda esteja discutindo se deve ou não universalizar os direitos. Mas, apesar do poder de grupos religiosos fundamentalistas contrários à mudança, mais cedo ou mais tarde, a lei será aprovada no Brasil também, garantindo dignidade e combatendo a discriminação. Como o Presidente Lula falou na abertura da I Conferência Nacional LGBT, "Ninguém pergunta a orientação sexual de vocês quando vão pagar Imposto de Renda, ninguém pergunta quando vai pagar qualquer tributo neste País. Por que discriminar na hora em que vocês, livremente, escolhem o que querem fazer com o seu corpo?" A querida aliada presidente Cristina Kirchner resumiu tudo, estamos felizes e satisfeitos com a vitória. Esta vitória mudou o mapa da região, vejam em anexo. Amores iguais, direitos iguais, nem menos, nem mais. Que viva a cidadania plena, sem discriminação de qualquer natureza. Que viva a Argentina, e que continue dando exemplo para o mundo de como devem ser tratadas as pessoas LGBT. *Toni Reis é Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais e Diretor da Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe. Mestre em Ética e Sexualidade e Especialista em Sexualidade Humana, atualmente realiza Doutorado em Educação.
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Data: 13/05/2010 - 19h53min
10 anos de LRF
No ano em que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) completa dez anos, dois Projetos de Lei Complementar que tramitam no Congresso Nacional preocupam os órgãos de controle externo da União, quais sejam: as Casas Legislativas e o Tribunal de Contas da União (TCU). O primeiro é o PLP nº 132, de 2007, aprovado na Câmara dos Deputados e que se encontra no Senado Federal. O segundo, diz respeito ao Projeto de Lei do Senado Federal nº 611, de 2007, que reproduz quase que a íntegra do PLP nº 1, de 2007, elaborado pelo Poder Executivo e encaminhado à Câmara dos Deputados no mesmo exercício no âmbito das ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Há uma preocupação particular dos órgãos de controle externo com o Projeto de Lei Complementar nº 132, de 2007. Primeiro, porque propõe a alteração do artigo 23, § 3º da LRF de forma a eliminar as condicionantes importas em atendimento à norma do artigo 169, § 2º da Constituição, quando algum órgão autônomo dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público dos Estados e Municípios se encontrar acima do limite para a despesa com pessoal, quebrando a lógica que perpassa toda a Constituição de 1988 no que tange às cooperações financeiras entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios (ente da Federação) e não entre poderes e órgãos autônomos ou entidades da administração indireta. Segundo, porque acrescenta o artigo 32-A para facilitar a contratação de operações de crédito ditas "de reestruturação e recomposição de principal de dívidas", dispensando exigências da LRF quanto às condições e limites para endividamento e à vedação para financiamento e rolagem de um governo em favor de outro. Quanto à tentativa de eliminar a exigência de cumprimento do limite de pessoal, que deve ser respeitado por todos os Poderes e órgãos referidos no artigo 20 da LRF para que o ente da Federação beneficiário comprove a observância das condicionantes fiscais, é preciso eliminar alguns mitos que pairam na administração pública. Em primeiro lugar, é preciso ter máxima clareza de que a receita na esfera federal pertence a União, entendida como um dos entes da Federação que integra a República Federativa do Brasil, e não a um ou outro Poder ou Ministério que procede à sua gestão. Em segundo plano, e que talvez seja o mais importante, com fundamento nessa lógica, o artigo 23, parágrafo único da Constituição determina que as cooperações financeiras dar-se-ão entre os entes da Federação, não entre Ministérios, Secretarias, autarquias ou fundações. Necessário se faz compreender que o artigo 23 da LRF reflete, em sua íntegra, as normas e condicionantes impostas pelo artigo 169 da Constituição, que não podem ser afastadas por meio de lei complementar. Os riscos do PLP nº 132, de 2007, também foram contextualizados no Relatório que fundamenta o Acórdão nº 352/2008-TCU-Plenário. Em 2008, um grupo de especialistas em finanças elaborou a Carta Aberta disponível em http://www.petitiononline.com/ProLRF/petition.html, da qual são signatários os ex-Ministros Pedro Sampaio Malan, Martus Tavares e Pedro Parente, o Deputado Antonio Delfim Netto, o economista José Roberto Afonso, a atual Segunda Vice-Presidente do Sindilegis, Lucieni Pereira, dentre outros notáveis das finanças. Não menos preocupante é o PLP nº 549, de 2009, rejeitado hoje na Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados (CTASP). Além das razões apresentadas pelo Relator, Deputado Luiz Carlos Busato, o PLP padece de viabilidade no plano contábil-fiscal. Isso porque cada exceção ao limite proposto – e são várias as exceções - necessitaria de segregação específica no plano de contas nacional e nos sistemas eletrônicos de administração financeira (Siafi e assemelhados), com vistas a possibilitar o registro em separado de cada elemento de despesa excetuado e a apuração quadrimestral do limite de pessoal de cada Poder e órgão autônomo previsto no artigo 20 da LRF, sem comprometer a verificação do cumprimento desses limites pelos órgãos de controle externo, notadamente pelo TCU na esfera federal. Os pontos críticos do PLP foram reunidos na Carta Aberta disponível no site do Sindilegis http://www.sindilegis.org.br/conteudo/texto.asp?tipo=Notícias&id=408065767040663296086566, cujo teor, em sua grande maioria, foi reproduzido no Parecer do Relator da CTASP. Impende ressaltar que a inviabilidade operacional de apuração do limite coloca em xeque a própria LRF. Devido ao rigor adotado no caso de descumprimento do Estatuto Fiscal, que pode ensejar improbidade administrativa e responsabilização na esfera penal, deve-se esperar a adoção de interpretações benéficas dos órgãos de controle em favor dos titulares dos Poderes e órgãos autônomos enquanto gestores públicos, abrindo precedentes para a aplicação até então rigorosa de outras passagens necessárias da norma fiscal, acarretando o efeito multiplicador de interpretações elásticas e casuísticas. Além desse aspecto, considerado um dos mais graves por comprometer a fiscalização por parte do TCU, o PLP carece de fundamento no plano econômico, quando elege o IPCA e a variação do PIB com a carga de dois exercícios anteriores, que pode apresentar um índice muito maior ou menor em relação ao período de apuração da despesa com pessoal, quebrando toda lógica do Estatuto Fiscal, pautada na receita corrente líquida apurada no período de doze meses, em perfeita sintonia com o período de competência da despesa com pessoal considerado para fins de apuração do respectivo limite. Os signatários das Cartas Abertas populares entendem que não se deve criar precedente, muito menos para atender a interesses políticos conjunturais e justamente quando as turbulências internacionais reclamam mais cautela no cenário macroeconômico, afirmam os signatários. Lucieni Pereira Auditora Federal de Controle Externo do TCU Especialista em Controle Externo e Fiscalização da LRF Segunda Vice-Presidente do Sindilegis Assessora de Defesa Profissional da Auditar/TCU
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| Publicado por: Lucieni Pereira |
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Data: 13/05/2010 - 10h58min
DIRETORIA DE IGUALDADE DE GÊNERO
A promoção de igualdade de gênero no mundo: União Européia (Texto extraido do sítio oficial da União Européia) "Estratégia para a igualdade de género na política de desenvolvimento ACTO Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho, de 8 de Março de 2007 - Igualdade de género e empoderamento das mulheres no âmbito da cooperação para o desenvolvimento [COM(2007) 100 final - Não publicada no Jornal Oficial]. SÍNTESE A igualdade de oportunidades é um factor essencial para o desenvolvimento sustentável, nomeadamente nos domínios onde esta desigualdade é maior nos países em desenvolvimento, ou seja: - O emprego e as actividades económicas, porque a maior parte das mulheres trabalham em sectores informais, com uma produtividade e um rendimento baixos, difíceis condições de trabalho e uma protecção social limitada ou inexistente.
- A governação, porque em vários países as mulheres são marginalizadas na tomada de decisões. A fim de proteger os direitos fundamentais das mulheres, a legislação que assegura a igualdade dos direitos dos sexos deve ser aplicada efectivamente.
- O acesso à educação, onde a desigualdade entre homens e mulheres está, nomeadamente, ligada às tarefas domésticas diárias impostas às mulheres.
- A saúde, porque as mulheres têm um acesso limitado aos serviços sanitários de base, em especial no que diz respeito à saúde reprodutiva e sexual.
- A violência contra as mulheres.
A Comissão reconhece que se registaram importantes progressos para a igualdade dos géneros na cooperação para o desenvolvimento. Esta faz cada vez mais parte do diálogo com os países parceiros, bem como das consultas da UE à sociedade civil. Além disso, a realização de projectos e programas sobre a igualdade dos géneros e o reforço das capacidades dos Estados-Membros e da Comissão registaram grandes progressos. No entanto, a Comissão salienta que persistem alguns desafios no que se refere: - À realização dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), nomeadamente no caso da eliminação das disparidades entre raparigas e rapazes no ensino primário e secundário. Além disso, os ODM têm uma abordagem limitada às dimensões "saúde" e "educação" da igualdade de género e negligenciam outras dimensões da igualdade.
- À presença de obstáculos de natureza social e cultural, ligados às estruturas sociais tradicionais que não favorecem a modificação da divisão tradicional do poder entre os homens e as mulheres.
- À plena integração da igualdade entre os homens e as mulheres nas estratégias nacionais e na implementação da cooperação para o desenvolvimento da UE.
Objectivos da nova estratégia O primeiro objectivo da nova estratégia da UE é melhorar a eficácia da integração das questões relativas à igualdade de género. As acções deste objectivo estruturam-se em torno de três eixos: - A nível político, a Comissão sublinha a importância de discutir as questões da igualdade de género ao nível mais elevado com os países parceiros.
- Na cooperação para o desenvolvimento, a Comissão propõe:
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-estabelecer um diálogo eficaz com os principais intervenientes na preparação das estratégias nacionais e dos programas de ajuda; -instaurar mecanismos de responsabilização recíproca; -utilizar indicadores de desempenho; -condicionar a concessão de estímulos financeiros a indicadores que tenham em conta as diferenças de género. - A nível do reforço das capacidades institucionais, a Comissão recomenda utilizar instrumentos práticos nas fases de avaliação e de aplicação. Além disso, salienta a necessidade de fornecer aos países parceiros e ao pessoal um melhor acesso à informação e às boas práticas, bem como uma formação para os problemas da igualdade de género.
O segundo objectivo é reorientar as acções específicas nos países parceiros para favorecer a emancipação das mulheres. A Comissão identificou, em especial, os seguintes domínios de acção: - Governação, nomeadamente a emancipação política das mulheres, a promoção dos direitos humanos, o desenvolvimento de indicadores para medir a desigualdade dos géneros, a valorização do papel das mulheres em situações de conflito e pós-conflito.
- Emprego e actividades económicas, nomeadamente a promoção da emancipação económica e social das mulheres bem como da igualdade de tratamento entre trabalhadores masculinos e femininos, a análise do orçamento consagrado ao problema da igualdade entre homens e mulheres e a gestão das finanças públicas com base numa perspectiva de igualdade dos sexos.
- Ensino, nomeadamente a supressão das propinas escolares, a adopção de medidas de estímulo à escolarização das raparigas, a melhoria do ambiente escolar, a tomada de consciência da igualdade dos sexos entre os adolescentes, bem como a alfabetização dos adultos.
- Saúde, nomeadamente a promoção de sistemas de protecção social para as mulheres pobres e a protecção da saúde sexual e reprodutiva (por exemplo, mediante campanhas de prevenção do HIV/SIDA e a formação de parteiras tradicionais para reduzir a mortalidade materna e infantil nas zonas rurais).
- Violência contra as mulheres, nomeadamente a reforma da legislação na matéria, a protecção das vítimas, a sensibilização nos meios de comunicação social, bem como a educação e a formação do pessoal militar e judicial.
Execução A Comissão salienta a importância da apropriação das acções de cooperação para o desenvolvimento pelas próprias mulheres beneficiárias, através da participação das organizações da sociedade civil (OSC) e das organizações de base comunitária. A UE deve favorecer, em especial, a emergência de OSC que apoiem a igualdade de género onde não exista e assegurar o reforço das capacidades das OSC existentes. O financiamento da ajuda deve condicionar o pagamento de parcelas variáveis do apoio orçamental às melhorias constatadas a nível dos indicadores para medir a desigualdade homens-mulheres. A UE apoiará o desenvolvimento e a utilização destes indicadores, bem como o reforço das estatísticas de base. Além disso, a dimensão homem-mulher deve ser integrada na elaboração dos orçamentos de países parceiros a nível nacional e local. Para o efeito, é necessário estabelecer novas prioridades em matéria de despesas, reorientar os programas nos sectores a fim de assegurar a igualdade de género, bem como controlar as receitas e as despesas públicas. As estratégias nacionais de redução da pobreza devem analisar a situação de um país em matéria de igualdade homens-mulheres a fim de compreender todas as suas implicações para o crescimento e a pobreza. A Comissão salienta que estas estratégias nacionais deveriam aceitar uma concepção mais ampla da pobreza, que ultrapasse a simples falta de recursos financeiros. Devem, além disso, aceitar a contribuição da sociedade civil para a formulação e o acompanhamento das estratégias. Finalmente, a Comissão salienta a importância da coordenação e da harmonização com os Estados-Membros, através de reuniões regulares e do intercâmbio de boas práticas. Além disso, a UE continuará a promover o debate sobre a igualdade de género a nível internacional e regional salientando, em especial, a importância de não se restringir aos domínios da saúde e da educação. Acções específicas por parte da Comissão Para aplicar esta estratégia, a Comissão propõe acções em três domínios: - Programação a nível nacional (estratégias nacionais e regionais), nomeadamente:
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- o desenvolvimento de orientações suplementares de programação; - a avaliação sistemática das questões de género nas estratégias nacionais; - a adaptação das estratégias segundo os resultados destas avaliações; - o estabelecimento de parcerias com as organizações internacionais competentes (como o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher - UNIFEM - e a Organização Internacional do Trabalho - OIT), que têm uma vasta experiência na integração das questões de igualdade de género nos seus programas; Controlo e acompanhamento A avaliação dos progressos realizados por esta estratégia realizar-se-á através de uma conferência internacional sobre a igualdade de oportunidades até 2010. Além disso, realizar-se-á uma avaliação intercalar, bem como uma avaliação final em 2010 e no final do ciclo do 10.º Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED). Contexto Em 2001, o "Programa de acção () para a integração da igualdade entre as mulheres e os homens na cooperação para o desenvolvimento da Comunidade 2001-2006" lançou as bases de um reforço das capacidades da Comissão Europeia neste domínio. Seguidamente, o Regulamento (CE) n.º 1567/2003 do Parlamento Europeu e do Conselho, que caducou em 31 de Dezembro de 2006, estabeleceu um quadro financeiro para a realização de acções no âmbito da saúde e dos direitos em matéria de reprodução e sexualidade. Além disso, o Regulamento (CE) n.º 806/2004 do Parlamento Europeu e do Conselho, que caducou em 31 de Dezembro de 2006, previa um orçamento de 9 milhões de euros para o financiamento de acções específicas neste domínio. Finalmente, o Consenso Europeu de 2005 identificou a igualdade homens-mulheres entre os objectivos fundamentais para a redução da pobreza. Nesta base, a presente comunicação propõe uma estratégia que se destina a promover a igualdade dos sexos em todas as futuras acções no âmbito da cooperação para o desenvolvimento da UE." fonte: Sínteses da legislação da UE
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| Publicado por: Giovana Dal Bianco Perlin |
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Data: 12/05/2010 - 15h1min
DIRETORIA DE IGUALDADE DE GÊNERO
Comissão aprova criação de estatuto sobre direito de família 26/08/2009 11:20 A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou há pouco a criação do Estatuto das Famílias, que reunirá diversas normas sobre casamento, filiação, divórcio e união estável. O texto aprovado é um substitutivo do deputado José Linhares (PP-CE) ao Projeto de Lei 674/07 e a outros sete projetos que tramitam em conjunto.
O texto original do PL 674/07, de autoria do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), reconhece a união estável de pessoas do mesmo sexo. O relator, no entanto, não incluiu essa parte em seu substitutivo.
O parecer de Linhares tem como base principal o texto do Projeto de Lei 2285/07, do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA). Segundo Carneiro, seu projeto foi elaborado com o auxílio do Instituto Brasileiro do Direito da Família.
Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será votado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem – Sílvia Mugnatto/Rádio Câmara Edição – Pierre Triboli (Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura `Agência Câmara`) Agência Câmara
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| Publicado por: Giovana Dal Bianco Perlin |
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Data: 11/05/2010 - 18h18min
Salve, salve! Guerreiros da Seleção Canarinho!
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Adriano, Kaká, Pato, Ganso, Robinho, Ronaldinho, Fulaninho... aff... São tantos nomes, tantos jogadores. Imaginem o que é ser o responsável pela convocação da seleção do país com o maior número de técnicos de futebol em todo o mundo. Mas já temos a solução para o Dunga: Um convênio entre a CBF e a ENDEMOL. E nasce então o BBSB – Big Brother Seleção Brasileira. Em um evento transmitido em rede nacional, pela televisão, rádio e internet, Dunga e companhia limitada apresentam seus nomes (com sobra para os cortes). A partir da lista começam os "PAREDÕES". A cada 3 ou 4 dias a população vota para cortar um nome de determinada posição. Por exemplo: de 12 a 16 de maio os goleiros estariam no dito paredão, na sequência entrariam os zagueiros, laterais, meias e atacantes. Ao final do processo, teríamos uma seleção formada com a cumplicidade de todos os milhões de técnicos de nossa nação. Tá bom... sabemos que está tarde para aplicar essa sugestão. Mas não seria nada mal para a copa de 2014, que por acaso será aqui. A comissão técnica anuncia a lista com 3 meses de antecedência, manda todo mundo para a Granja Comary (que já vai estar devidamente monitorada por inúmeras câmeras) e o povão começa a eliminar. Seria muito divertido ver o Pedro Bial desenronlando um texto profundo e cheio de reflexões fast-food para anunciar que, com 59% dos votos, você Ronaldinho Gaúcho não vai para a Copa. Colaborador: Dayson Nery
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| Publicado por: Ada Suene |
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Data: 10/05/2010 - 11h47min
Songoro Cosongo em Brasília
O Fim de semana foi bastante cultural. As mulheres de Chico, bloco carnavalesco do Rio de Janeiro formado por mulheres que cantam sambas de Chico Buarque de Holanda, fizeram uma estrondosa apresentação na AABB. Músicas como A Banda, Feijoada completa, Construção, foram apresentadas com uma releitura rítmica, moderna e bem diferente. Uma base meio maracatu meio samba, provocava a platéia a "balançar o esqueleto" conforme diz a gíria. Foi apenas uma apresentação, mas já deixou uma legião de fãs em Brasília.
Do outro lado, no CCBB, o projeto que desembarca na cidade é o "Afrolatinidades, matriz africana na música Latina". Sonoro Cosongo é a banda internacional. Formada por Brasileiros, Argentino, Colombiano, Venezuelano e Chileno faz um estilo "Psicotropical Music", uma mistura de ritmos tropicais afrolatinos com o tempero da loucura saudável e necessária, segundo Arturo Cussen músico e diretor musical do show.
Na primeira apresentação Pancho Amat e seu três Cubano, espécie de violão característico de Cuba com três pares de cordas duplas oferecendo um som meio viola caipira, meio violão , enfeitiçou a platéia de vez. René Ferrer, outro Cubano só que da nova geração com o estilo meio seu Jorge, meio Gil, completou a noite, tendo como âncora a banda Songoro Cosongo.
Virão ainda pelo projeto, Cheo Hurtado (Venezuela) e Aline Gonçalves (Colômbia), 14 e 15 de Maio;Horácio Salinas (Chile) e Ricardo Bartra (Peru) dias21 e 22 de Maio; Encerrando a passagem por Brasília o Afrolatinidades trará Hugo Fattoruso da Argentina e René Rossano do Uruguai. O interessante do projeto não é só a influencia negra na música latina, mas a disposição de retomar a nacionalidade dos instrumentos e do cantar latino americano. Danças e instrumentos típicos serão apresentados de forma única em interpretações ines quecíveis.
Pra quem gosta de um banho de cultura eis o projeto que traz saberes sul americanso que compõem nossa cultura. E na Songoro Cosongo, pra quem for assistir no próximo fim de semana, vale observar a postura, o entusiasmo e os improvisos do cantor Venezuelano Alexis.
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| Publicado por: Valério Bernardo, o Carioca |
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Data: 07/05/2010 - 20h21min
Dia das mães - Uma homenagem do Sindilegis
| Arte - Ada Suene |
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Feliz Dia das Mães. A dica fica por conta da Ascade que convida todos os associados e amigos para comemorar a data na Associação. A festa acontece no domingo a partir das 10h e contará com diversas atrações para toda a família. A diretoria preparou um dia especial com um almoço diversificado, passeios de barco, sorteio de brindes e exposição de roupas, bijouterias, cosméticos, entre outros. Também teremos show com os cantores J Barros no Bar Náutico e Allan Barreto, cover do rei Roberto Carlos, no restaurante. Para as crianças haverá piscina de bolinha, cama elástica e pipoca. Fonte: Ascade
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| Publicado por: Ada Suene |
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Data: 06/05/2010 - 15h38min
Que Fagundes?
Ando curtindo muito a minha condição de sexagenário. Não costumo olhar para trás, mas tenho consciência que o caminho foi longo e bem divertido. Já aos sessenta desfruto de uma série de prerrogativas para facilitar a minha vida. É cartão especial de estacionamento, é senha especial em banco, caixa especial no supermercado, gratuidade no transporte coletivo e tantas outras coisas que nos fazem sentir honrados por ter vivido.
Vi há tempos, o calendário da vacina anti-vírus H1N1.E chegou a minha vez. Fui lá prá me imunizar. Aguardei um pouco e lá veio uma simpática mocinha que me perguntou:
-O senhor tem alguma doença crônica? -Não, respondi. -Então nada de vacinas. -Tá legal moça, o que a senhora considera "doença crônica"? -Diabetes, pressão alta, essas coisas permanentes. -Bem, nesse caso tem o Fagundes, disse doido pra tomar o raio da vacina. -Que Fagundes? -Ah, desculpe moça! Fagundes é um calo que tenho desde o nascimento. Dizem até que ele é bom para a previsão do tempo. Quando chego reclamando do Fagundes a galera lá em casa já grita: Ih! Vai mudar o tempo. Então o Fagundes ou melhor o calo pode ser considerado crônico! -O senhor tá me gozando?
E sai sem a imunização....
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| Publicado por: Valério Bernardo, o Carioca |
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Data: 05/05/2010 - 14h5min
Taquigrafando a história!
Tudo gira depressa. As informações quando nos chegam têm minutos de validade. Amanhã recomeça tudo. Mas o ontem precisa estar registrado. Os taquígrafos carregam esta nobre missão de serem os primeiros a desenharem com seus símbolos a história do país que se desenvolve a cada dia. São mais de 100 anos de serviços que jamais serão substituídos pela tecnologia da informática, que falha e incerta, é diferente dos profissionais taquígrafos que não escorregam em suas técnicas e anotam, sem vacilar, discursos e depoimentos que constroem uma nação e conduzem a vida de seu povo.
Dia 3 de maio foi o seu dia. Parabéns a vocês, profissionais da Câmara, do Senado e tantos outros! Muito obrigada pelo seu exercício exímio e cuidadoso de guardar as nossas memórias para todas as gerações!
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| Publicado por: Ada Suene |
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