Uma pesquisa realizada neste ano com 28 mil jovens, de 16 a 34 anos, em 18 países revela que o jovem do século 21 pensa mais no futuro, gasta mais tempo estudando, quer ter mais experiências no que se refere ao trabalho e à vida afetiva, é menos estressado, preocupa-se com o sucesso profissional e têm menor pressão para casar e formar uma família, entre outras características.
A maturidade, tanto profissional quanto emocional, está chegando cada vez mais tarde. É a era das experimentações: 52% dos jovens de 25 a 34 anos no mundo dizem que ainda "têm muito o que crescer"; no Brasil, esse percentual chega a 93%.
As antigas pressões por ter um trabalho estável, com longos anos dentro de uma mesma empresa, casar-se com a primeira relação séria, ter filhos antes dos 30 anos e ter status social dentro da comunidade em que vive foi substituída por um modelo de comportamento mais "relaxado".
O novo jovem quer testar suas relações, ter mobilidade no trabalho, ter independência financeira _mas ficar mais tempo morando na casa dos pais_, estudar mais, viajar, ter acesso a novas tecnologias, ter outros modelos de relações sociais (via internet, por exemplo) e levar mais tempo se preparando para o que acredita que vai ser sua vida no futuro. Uma vida com mais oportunidades, mais educação, mais conhecimentos de novas culturas e tecnologias, melhores trabalhos, com salários mais altos que dos seus pais. E, só depois disso, um par para ser feliz, ter filhos e serem bons pais.
Entre os brasileiros, 78% dizem que "pensam no futuro todo o tempo" e 74% se consideram "otimistas em relação ao futuro".
A pesquisa, chamada "Juventude 30 Quilates", realizada sob encomenda do canal de TV VH1, fez 1500 entrevistas quantitativas online, entrevistas com especialistas e perfis etnográficos na Argentina, Austrália, Brasil, China, Dinamarca, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Holanda, Polônia, Espanha, Arábia Saudita (só entrevistas pessoais), Suécia, Grã-Bretanha e Estados Unidos. Com base nos resultados, dividiu os jovens de 16 a 34 anos em 4 segmentos que chamou de "juventude 30 quilates": os sonhadores nostálgicos (17% no mundo e 10% no Brasil), os Bem Resolvidos (45% no mundo e 51% no Brasil), os garotos crescidos (5% no mundo e 2% no Brasil); e os pretendentes ao sucesso (32% no mundo e 36% no Brasil). Clique aqui para conhecer as características de cada um deles.