O servidor catarinense, que é poeta e escritor, foi indicado pela entidade norte-americana International Writess and Association

O filiado Emanuel Medeiros, servidor aposentado da Câmara dos Deputados, foi indicado para receber o Prêmio Nobel de Literatura 2018, da Academia Sueca, pela International Writess and Association (IWA). A entidade, que é sediada em Ohio (EUA), possui representantes da Unesco e congrega mais de 1,8 mil escritores de todo o mundo.

O Diretor de Aposentados do Sindilegis, Ogib Teixeira, ressalta que "a indicação de Medeiros para o Prêmio Nobel de Literatura é uma das maiores conquistas que qualquer escritor pode alcançar, ainda mais sendo este um dos grandes autores brasileiros vivos. Emanuel Medeiros tem um estilo único de escrita que merece ser reconhecido. Nós, do Sindilegis, estamos contentes de ter um dos nossos filiados alcançando um feito como esse e fazemos votos para que a grande mídia não continue ignorando a indicação recebida por esse talento", completa Ogib.

Como funciona a indicação

O Comitê do Nobel de Literatura envia todos os anos entre 600 e 700 cartas, no mês de setembro, a pessoas e instituições qualificadas para propor candidatos ao prêmio. Entre os que podem indicar nomes estão os membros da Academia Sueca e de outras organizações similares, como a International Writess and Association (IWA), professores universitários de literatura e linguística, ganhadores do prêmio e presidentes das sociedades de autores representativas em seus países.

Entre os integrantes e pensadores que participam da IWA, destacam-se nomes de peso, como Eduardo Galeano, Noam Chomsky, Ariano Suassuna, João Cabral de Melo Neto, Arthur Miller, Jorge Amado, Ernesto Sábato, Júlio Cortázar.

Trajetória

Nascido em Santa Catarina em 1945, Emanuel Medeiros mudou-se para Brasília em 1979, onde trabalhou como professor, jornalista, crítico de cinema, editor e funcionário público. Graduou-se em Direito, foi membro do Conselho Editorial do Jornal Movimento e do Jornal Opinião, sendo também fundador de importantes grêmios literários e cineclubes. Ao todo, o autor já participou de aproximadamente 50 antologias no Brasil e no exterior, além de mais de 25 livros publicados.

O escritor Paulo Miranda diz que sua obra analisa é uma narrativa de quem filma em plano americano mas descreve os detalhes como um analista freudiano, o que demonstra sua enorme bagagem humanista e fluência natural. Escrevendo de forma limpa e direta e com grande talento para citações, Emanuel recebeu críticas elogiosas de consagrados escritores como Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Moacir Scliar, Caio Fernandes Abreu, Paulo Liminsk, Otto Maria Carpeaux, e outros. Além disso, Emanuel já recebeu o Prêmio Othon Gama D’Eça, da Academia Catarinense de Letras, com o livro Os hippies envelhecidos; e o Prêmio Lúcio Cardoso, da União Brasileira de Escritores, com o livro Olhos Azuis: Ao Sul do Efêmero.



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